Só de ouvir sua risada, já localizei a minha morada: na beira do seu lago de prazer, onde minhas mãos nadam. Em todos os instantes, do alvorecer ao anoitecer, cristais que percorrem milhas: e sei que está aí, Linda como nenhuma outra. Sob as ondas, iço velas para navegar em desejo, lembranças de lábios úmidos e que vão se unir, além do caminho, no olhar silencioso de um Poeta e da Borboleta na pele. Medito em tudo e rompo as paredes de pedras que interditam nossos momentos, para tê-la despida de medos e timidez, assim como de suas vestes: vem, também, me tirar de minha timidez, no beijo que mais quero, em todas as estações, com a sua intuição.